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Sou um adepto das resoluções de Ano Novo. Foi num início de ano que deixei de adicionar açúcar ao café, encontrando novos sabores numa das minhas bebidas favoritas. Noutro início de ano passei a usar a metodologia GTD na organização da minha vida pessoal. Foi também na mudança de 2007 para 2008 que iniciei este blogue.

Estas resoluções podem ser vistas como oportunidades para alterar ou introduzir novos hábitos que correspondem habitualmente a uma quebra na rotina diária. O período de transição até à interiorização do novo hábito pode ser longo, e é muitas vezes difícil manter a nossa determinação. O Ano Novo é uma boa oportunidade para iniciar esse período, aproveitando a recarga energética e emocional do período natalício e a disposição para a mudança associada à estreia de algo novo. No meu caso, as resoluções de fim de férias funcionam igualmente bem.

Num dos blogues que leio regularmente, Cal Newport estabelece três regras para aumentar o sucesso das resoluções:

  1. A resolução deve ser a de passar a seguir um novo sistema e não a de tentar atingir um objectivo. Por exemplo, a resolução não deverá ser a de manter vazia a caixa de entrada do correio electrónico, mas a de passar a usar um sistema para tratar o correio: nunca abrir o correio logo no início do dia de trabalho, reservar um período de manhã e outro de tarde para processar todas as mensagens recebidas e aplicar a cada mensagem um dos 5 verbos do sistema “Inbox Zero” (apagar/arquivar, delegar, responder, diferir e fazer).
  2. A resolução deve incluir uma política para as excepções. No exemplo anterior, quando não for possível cumprir uma sessão de tratamento do correio, a sessão seguinte terá de ser alargada. É também conveniente ter um mecanismo de re-inicialização do sistema para os casos mais graves de prevaricação (declarar «a bancarrota de email», por exemplo).
  3. A resolução deve respeitar a regra de três. Há um número limitado de coisas que conseguimos mudar ao mesmo tempo. Devemos limitar a mudança de hábitos a um máximo de 3 em simultâneo. Só depois de um hábito estar bem interiorizado é que nos podemos comprometer com um nova mudança. Mesmo que demore mais de um ano.

Pessoalmente juntaria mais uma regra: A resolução deve ficar escrita ou ser partilhada com outra pessoa. Para além de ajudar a manter o compromisso, no ano seguinte podemos saber se vale a pena voltar a ter o trabalho de tomar novas resoluções.

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