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	<title>Luis Caldas de Oliveira</title>
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	<description>Uma visão pessoal da aprendizagem, truques e ferramentas para o dia-a-dia e outros assuntos correntes</description>
	<pubDate>Sun, 11 Apr 2010 20:33:26 +0000</pubDate>
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		<title>Assinatura do Protocolo entre o  MAI, o IST e a AIP</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Apr 2010 20:33:26 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[&#160;


Esta semana ficou marcada pela conclusão da primeira fase do trabalho de uma equipa, onde representei o IST, para a elaboração de um protocolo entre o Ministério da Administração Interna (MAI), o IST e a Associação Industrial Portuguesa (AIP). Este protocolo visa as tecnologias para a área da segurança interna.
A cerimónia de assinatura decorreu no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal"><span style="font-size: 15.6px" class="Apple-style-span"><img src="http://lh5.ggpht.com/_nncqHhwiwgY/S8IXf3wD3II/AAAAAAAAAus/7HQjsg2KUo4/IMG_1901.JPG" width="480" alt="search and rescue robot RAPOSA" /></span></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">Esta semana ficou marcada pela conclusão da primeira fase do trabalho de uma equipa, onde representei o IST, para a elaboração de um protocolo entre o Ministério da Administração Interna (MAI), o IST e a Associação Industrial Portuguesa (AIP). Este protocolo visa as tecnologias para a área da segurança interna.</p>
<p class="MsoNormal">A cerimónia de assinatura decorreu no dia 7 de Abril no IST e foi complementada com a apresentação de alguns demonstradores desenvolvidos por investigadores ligados ao IST. Entre outros, apresentou-se o robô de busca e salvamento RAPOSA™, um sistema de aquisição de dados biométricos que podem ser usados na formação de polícias medindo a sua resposta em situações de tensão, o sistema de vigilância florestal CICLOPE e um quadrotor autónomo que pode transportar câmaras de vigilância.</p>
<p class="MsoNormal"> O sistema de medição do nível de ansiedade foi testado no Ministro da Administração que não reagiu quando lhe perguntaram questões sobre o IRS, mas o indicador começou a subir na pergunta de quanto era 8 vezes 7. No discurso comentou que deverá ainda haver alguma suspeita no IST em relação aos licenciados em direito pois só assim compreende terem-no ligado a um polígrafo e perguntado quanto era 8 vezes 7.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><a href="http://www.mai.gov.pt/index.php?s=multimedia&amp;video=197&amp;pag=&amp;tr=">Ver vídeo  </a></p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
<p class="MsoNormal"><span class="Apple-style-span" style="font-size: 15.6px"><img src="http://lh6.ggpht.com/_nncqHhwiwgY/S8IXea1ybmI/AAAAAAAAAug/uHDmPNFVG38/IMG_1900.JPG" alt="Forest fire surveillance system CICLOPE" width="480" /></span></p>
<p class="MsoNormal"><img src="http://www.mai.gov.pt/data/actualidades%20destaques/actualidades/2010/tecnico3.JPG" alt="Minister of Internal Affairs" width="480" /><span class="Apple-style-span" style="font-size: 15.6px"><img src="http://www.mai.gov.pt/data/actualidades%20destaques/actualidades/2010/tecnico1.JPG" alt="Protocol signature" width="480" /></span><img src="http://www.mai.gov.pt/data/actualidades%20destaques/actualidades/2010/tecnico2.JPG" alt="Audience" width="480" /></p>
<p class="MsoNormal">&nbsp;</p>
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		<title>A Aventura da Terra</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Feb 2010 18:45:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lco</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[[lang_en]Learn[/lang_en][lang_pt]Aprender[/lang_pt]]]></category>

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		<description><![CDATA[
Depois de uma viagem a Turim logo seguida de outra a Londres sem tempo para mais nada para além do trabalho, aproveitei o fim de semana em Lisboa para visitar a exposição A Aventura da Terra que está desde Novembro no Museu de História Natural. Nesta exposição acompanhamos a evolução da terra ao longo de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.luiscaldasdeoliveira.com/wp-content/uploads/2010/02/aventura-da-terra.jpg" title="Globos Terrestres"><img src="http://www.luiscaldasdeoliveira.com/wp-content/uploads/2010/02/aventura-da-terra.jpg" alt="Globos Terrestres" /></a></p>
<p>Depois de uma viagem a Turim logo seguida de outra a Londres sem tempo para mais nada para além do trabalho, aproveitei o fim de semana em Lisboa para visitar a exposição A Aventura da Terra que está desde Novembro no Museu de História Natural. Nesta exposição acompanhamos a evolução da terra ao longo de 4.600 milhões de anos através de um friso cronológico. Entre outros materiais destacam-se seis enormes globos terrestres representando os diversos períodos da evolução da Terra.</p>
<p>Estou habituado a ver representações de histórias geológicas com frisos temporais logarítmicos em que os tempos mais remotos se apresentam mais comprimidos relativamente aos acontecimentos mais recentes. A surpresa neste caso é a utilização de uma escala de tempo linear em que cada metro da exposição representa 50 milhões de anos: o friso cronológico prolonga-se por uma sala com o comprimento de 100 metros&#8230; a não perder.</p>
<p><a href="http:://aventuradaterra.aeiou.pt"><img src="http://aventuradaterra.aeiou.pt/wp-content/themes/aventuradaterra/i/logo_intro1.jpg" align="left" height="136" width="320" /></a></p>
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		<title>Florença de Novo</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Dec 2009 18:25:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lco</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[[lang_en]Travel[/lang_en][lang_pt]Viagens[/lang_pt]]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais uma conferência Maveba organizada pela Claudia Manfredi coincidente com uma reunião do projecto COST 2103. Esta foi a edição comemorativa do 10º aniversário deste encontro bianual dedicado  à voz e que reúne médicos e engenheiros. As minhas actuais ocupações deixam-me pouco tempo para passear nas cidades a que me desloco em trabalho e Florença não foi excepção. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://lh3.ggpht.com/_nncqHhwiwgY/SzObb4lI-xI/AAAAAAAAAk4/vu7Ih4qLWaw/s800/IMG_1818.JPG" width="480" />Mais uma conferência <a href="http://maveba.det.unifi.it/" target="_blank">Maveba</a> organizada pela Claudia Manfredi coincidente com uma reunião do projecto <a href="http://www.cost2103.eu/" target="_blank">COST 2103</a>. Esta foi a edição comemorativa do 10º aniversário deste encontro bianual dedicado  à voz e que reúne médicos e engenheiros. As minhas actuais ocupações deixam-me pouco tempo para passear nas cidades a que me desloco em trabalho e Florença não foi excepção. Felizmente, e tal como nas edições anteriores, a Claudia organizou visitas privadas ao final do dia a alguns dos monumentos da cidade. Este ano foi o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Palazzo_Davanzati" target="_blank">Palazzo Davanzati</a>, onde se realizou a recepção aos participantes, e o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Palazzo_Pitti" target="_blank">Palazzo Pitti</a> onde decorreu o jantar de gala. Na quarta-feira consegui vaguear algumas horas no labirinto do centro histórico, passando junto ao rio Arno numa bela manhã de sol. Atravessei a Ponte Vecchio e comprei mais umas luvas Madova, o que se está a tornar uma <a href="http://www.luiscaldasdeoliveira.com/?p=18" target="_blank">tradição</a>. O sol, já quase de inverno, possibilitou umas fotografias interessantes das pontes do Arno e da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Florence_Cathedral" target="_blank">Cattedrale di Santa Maria del Fiore</a>, cujo exterior contínua em obras de restauro. As fotografias podem ser vistas com maior resolução no <a href="http://picasaweb.google.com/luiscaldasdeoliveira/Florenca1417Dez2009?authkey=Gv1sRgCMXAo7nDyPfG0gE&amp;feat=directlink" target="_blank">album picasa</a>.<img src="http://lh6.ggpht.com/_nncqHhwiwgY/SzObfckt1sI/AAAAAAAAAk8/Raylrejnktk/s800/IMG_1807.JPG" width="480" /><span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: normal; border-collapse: collapse; font-weight: bold">Ponte alla Carraia</span><img src="http://lh4.ggpht.com/_nncqHhwiwgY/SzObgqqy8FI/AAAAAAAAAlA/cMAQCiLwWUs/s800/IMG_1816.JPG" alt="Ponte Santa Trinita" width="480" /><span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: normal; border-collapse: collapse; font-weight: bold">Ponte Santa Trinita<span class="Apple-style-span" style="border-collapse: separate; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 16px; font-weight: normal; line-height: 20px"> </span></span><img src="http://lh3.ggpht.com/_nncqHhwiwgY/SzObi0vUQjI/AAAAAAAAAlE/nS3PVj2qobc/s800/IMG_1809.JPG" alt="Ponte Vecchio" width="480" /><span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: normal; border-collapse: collapse; font-weight: bold">Ponte Vecchio<span class="Apple-style-span" style="border-collapse: separate; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 16px; font-weight: normal; line-height: 20px"> </span></span><img src="http://lh3.ggpht.com/_nncqHhwiwgY/SzObm4fU_RI/AAAAAAAAAlM/npIclpB5GtY/s800/IMG_1814.JPG" alt="Ponte alle Grazie" width="480" /><span class="Apple-style-span" style="font-family: arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: normal; border-collapse: collapse; font-weight: bold">Ponte alle Grazie<span class="Apple-style-span" style="border-collapse: separate; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 16px; font-weight: normal; line-height: 20px"> </span></span></p>
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		<title>Evolução &#038; «lap dancers»</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Apr 2008 07:53:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lco</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[    
Li há uns tempos na revista Time um artigo sobre a ciência do romance que referia um conjunto de resultados científicos que procuram explicar os ritos do acasalamento na espécie humana. O artigo fazia referência a um trabalho científico publicado na revista «Evolution and Human Behavior» que resolvi agora procurar.  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.luiscaldasdeoliveira.com/?attachment_id=58" title="time-jan28-2008.jpg"><img src="http://www.luiscaldasdeoliveira.com/wp-content/uploads/2008/04/time-jan28-2008.jpg" alt="time-jan28-2008.jpg" />    </a><a href="http://www.luiscaldasdeoliveira.com/?attachment_id=59" title="ehb-cover.jpg"><img src="http://www.luiscaldasdeoliveira.com/wp-content/uploads/2008/04/ehb-cover.jpg" alt="ehb-cover.jpg" /></a></p>
<p>Li há uns tempos na revista Time um artigo sobre <a href="http://www.time.com/time/magazine/article/0,9171,1704672,00.html">a ciência do romance</a> que referia um conjunto de resultados científicos que procuram explicar os ritos do acasalamento na espécie humana. O artigo fazia referência a um trabalho científico publicado na revista «Evolution and Human Behavior» que resolvi agora procurar.  Felizmente este trabalho, incluido na edição de Novembro de 2007, pode ser consultado <a href="http://download.journals.elsevierhealth.com/pdfs/journals/1090-5138/PIIS1090513807000694.pdf" title="Artigo em PDF">gratuitamente</a>.</p>
<p>É um trabalho fascinante. Os investigadores da Universidade do Novo México propuseram-se registar as gorjetas recebidas por dançarinas de «lap dancing» ao longo dos dias do seu ciclo menstrual. Como os autores assumem que os académicos estão pouco familiarizados com a sub-cultura dos clubes nocturnos para homens, começam por descrever o funcionamento dessas casas e a forma como as dançarinas aliciam os clientes a despenderem as gorjetas normalizadas de 10 dólares por uma «lap dance» na sala principal ou de 20 dólares no conforto da sala VIP.</p>
<p>Para este estudo foram recrutadas 18 dançarinas durante 60 dias, cobrindo um total de cerca de 5300 danças, em 296 turnos de trabalho diário com uma média de 5 horas. O ciclo hormonal da mulher foi dividido em 3 fases: a menstrual (dias 1 a 5), a fértil (dias 9 a 15) e a luteal (dias 18 a 28).  Os resultados mostram que as dançarinas que não tomavam a pílula receberam em média 335 dólares por turno na fase fértil, 260 na fase luteal e 180 na menstrual. Nas dançarinas que tomavam a pílula não foi observada diferença significativa entre os rendimentos na fase fértil e na fase luteal. Estes resultados contrariam a visão de que o cio humano terá evoluído no sentido de se ter perdido ou escondido dos parceiros masculinos em consequência da organização social monogâmica que caracteriza  a nossa espécie. Além disso, os resultados são particularmente relevantes por se basearem no valor económico atribuído pelos clientes das dançarinas.</p>
<p>Para além das diversas questões levantadas no artigo, colocou-se-me uma adicional: como é que se justificam as despesas de um estudo destes junto da entidade financiadora? Estou a imaginar a estupefacção dos auditores da Fundação para a Ciência e Tecnologia ao analisar a elegibilidade dos recibos dos pagamentos às dançarinas das casas de diversão nocturna. De qualquer forma uma coisa parece-me certa: não haveria dificuldade em encontrar bolseiros de investigação para trabalhar no projecto.</p>
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		<title>Livros de bordo</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Feb 2008 01:02:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lco</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Não sei bem se alguém mo disse para o fazer ou se me limitei a copiar o hábito dos meus colegas, mas desde que me integrei num grupo de investigação no INESC (1984), tenho mantido um livro de bordo onde registo as minhas actividades diárias e os problemas em que trabalho. Em 1991, quando comecei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sei bem se alguém mo disse para o fazer ou se me limitei a copiar o hábito dos meus colegas, mas desde que me integrei num grupo de investigação no INESC (1984), tenho mantido um livro de bordo onde registo as minhas actividades diárias e os problemas em que trabalho. Em 1991, quando comecei a trabalhar nos AT&amp;T Bell Laboratories em Murray-Hill, percebi a importância destes livros pois existia um modelo de caderno próprio para esse fim que se podia requisitar no economato. Os apontamentos tomados nesses livros podiam servir como prova em processos relativos a questões de propriedade intelectual.</p>
<p>Nesses longínquos anos, em que o termo «computação móvel» correspondia a um computador que não exigisse uma grua para ser deslocado, trabalhava-se essencialmente no laboratório, em frente a um  terminal de computador. Nessa altura, o livro de registo era um livro de actas em formato A4 ou A5 que tínhamos em cima da secretária. Com o advento do modem, do computador pessoal e, muito mais tarde, do computador portátil, o local de trabalho deixou de se limitar ao laboratório e o livro de bordo passou a ser transportado na pasta para se poder continuar o trabalho em casa. A dimensão do livro de bordo tornou-se um problema.</p>
<p>Em Dezembro de 2003, no intervalo de uma reunião na Universidade Católica de Lisboa, vi, pela primeira vez, um caderno Moleskine na papelaria da universidade. Era o modelo original de bolso, 9&#215;14 cm, com o seu característico elástico para o manter fechado, uma fita marcadora, capa em cartão encadernado, contendo folhas cosidas feitas em papel sem ácidos e com a famosa bolsa interna extensível feita de cartão e tecido. Desde então, os meus registos diários passaram a ser feitos em cadernos Moleskine.</p>
<p><a href="http://www.learnius.com/lcoblog/wp-content/uploads/2008/02/moleskine-first.png" title="moleskine-first.png"><img src="http://www.learnius.com/lcoblog/wp-content/uploads/2008/02/moleskine-first.png" alt="moleskine-first.png" /></a></p>
<p>O problema dos livros de bordo é que se enchem e um novo caderno acarreta um conflito de emoções. Por um lado há o prazer  de iniciar um caderno limpo mas por outro há um sentimento de perda do passado recente. A vantagem dos cadernos Moleskine é também o seu maior inconveniente: enchem-se demasiado depressa.  Estive a folhear a minha colecção de cadernos Moleskine e reparei que o primeiro durou 19 meses, o segundo 12 , o terceiro de 9 e o último apenas 7 meses. Inaugurei o meu quinto caderno Moleskine em Dezembro passado.  </p>
<p><a href="http://www.learnius.com/lcoblog/wp-content/uploads/2008/02/moleskine-pile.png" title="moleskine-pile.png"><img src="http://www.learnius.com/lcoblog/wp-content/uploads/2008/02/moleskine-pile.png" alt="moleskine-pile.png" /></a></p>
<p>Não sei se é por andar mais atarefado ou se por estar a escrever mais, mas este consumo crescente de cadernos está a tornar-se um problema. É cada vez mais frequente a necessidade de consultar o conteúdo de um caderno antigo. A solução que encontrei foi a de virtualizar os cadernos com o <a href="http://www.luiscaldasdeoliveira.com/wp-trackback.php?p=47">ScanSnap S510</a>. </p>
<p>Comecei por retirar as capas de cartão dos cadernos. Em seguida usei uma guilhotina eléctrica para cortar a margem da lombada cosida. O resultado foi o caderno Moleskine de modelo pós-revolução Francesa que se pode ver aqui: </p>
<p><a href="http://www.learnius.com/lcoblog/wp-content/uploads/2008/02/moleskine-guillotine.png" title="moleskine-guillotine.png"><img src="http://www.learnius.com/lcoblog/wp-content/uploads/2008/02/moleskine-guillotine.png" alt="moleskine-guillotine.png" /></a></p>
<p>O passo seguinte foi o de colocar as folhas soltas do caderno no digitalizador para as converter num documento em formato PDF. </p>
<p><a href="http://www.learnius.com/lcoblog/wp-content/uploads/2008/02/moleskine-scan.png" title="moleskine-scan.png"><img src="http://www.learnius.com/lcoblog/wp-content/uploads/2008/02/moleskine-scan.png" alt="moleskine-scan.png" /></a></p>
<p>Usando a facilidade de introduzir bookmarks no documento PDF, terminei o processo de conversão marcando o início de cada mês para facilitar a localização de uma data específica.</p>
<p><a href="http://www.learnius.com/lcoblog/wp-content/uploads/2008/02/moleskine-pdf.png" title="moleskine-pdf.png"><img src="http://www.learnius.com/lcoblog/wp-content/uploads/2008/02/moleskine-pdf.png" alt="moleskine-pdf.png" /></a></p>
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		<title>O que fazer com este papel?</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Feb 2008 20:57:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lco</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[[lang_en]Tools[/lang_en][lang_pt]Ferramentas[/lang_pt]]]></category>

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		<description><![CDATA[
O meu problema depois de ler uma carta ou outro documento que receba em papel é: o que fazer agora com ele? Apesar de ser muito difícil resistir ao canto da sereia do cesto dos papeis, há certos documentos que precisam da passagem do tempo para uma avaliação mais responsável da sua importância. A digitalização [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.learnius.com/lcoblog/wp-content/uploads/2008/02/scansnap-s510.png" title="scansnap-s510.png"><img src="http://www.learnius.com/lcoblog/wp-content/uploads/2008/02/scansnap-s510.png" alt="scansnap-s510.png" /></a></p>
<p>O meu problema depois de ler uma carta ou outro documento que receba em papel é: o que fazer agora com ele? Apesar de ser muito difícil resistir ao canto da sereia do cesto dos papeis, há certos documentos que precisam da passagem do tempo para uma avaliação mais responsável da sua importância. A digitalização é uma solução que uso com menor frequência do que gostaria devido principalmente à lentidão de todo o processo. Opto muitas vezes por outro canto: o da mesa de trabalho onde esse papel poderá apreciar a companhia dos seus semelhantes. </p>
<p>Felizmente não sou o único com este problema e com base nas <a href="http://www.37signals.com/svn/posts/585-going-inbox-zero-on-your-paper-mail">recomendações </a>de quem tem mais experiência neste assunto do que eu, comprei um <a href="http://www.fujitsu.com/global/services/computing/peripheral/scanners/product/s510/">Fujitsu ScanSnap S510</a>. Apesar do preço ser um  pouco alto (cerca de 500 euros) inclui uma versão do Adobe Acrobat 8 (edição standard) que permite manipular ficheiros em formato PDF.</p>
<p><a href="http://www.learnius.com/lcoblog/wp-content/uploads/2008/02/scan-button.png" title="scan-button.png"><img src="http://www.learnius.com/lcoblog/wp-content/uploads/2008/02/scan-button.png" alt="scan-button.png" /></a></p>
<p>As instruções de utilização são à prova de idiotas: colocar as folhas tal como numa máquina de fax, carregar no botão verde e esperar que o documento PDF apareça no ecrã do computador. Tudo ao ritmo de 18 páginas por minuto. Depois disso não é preciso resistir mais ao canto da sereia do cesto dos papeis.</p>
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		<title>Ideias que vencem</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Feb 2008 19:42:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lco</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[[lang_en]Books[/lang_en][lang_pt]Livros[/lang_pt]]]></category>

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		<description><![CDATA[
«Acredito que esta Nação se deverá empenhar em alcançar o objectivo, antes do final da década, de colocar um homem na Lua e trazê-lo de volta à terra são e salvo».
Esta nota final do discurso do Presidente John F. Kennedy ao Congresso dos EUA em 25 de Maio de 1961 mobilizou uma nação e os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.learnius.com/lcoblog/wp-content/uploads/2008/02/ap4-s67-50531.jpg" title="ap4-s67-50531.jpg"><img src="http://www.learnius.com/lcoblog/wp-content/uploads/2008/02/ap4-s67-50531.thumbnail.jpg" alt="ap4-s67-50531.jpg" /></a></p>
<p>«Acredito que esta Nação se deverá empenhar em alcançar o objectivo, antes do final da década, de colocar um homem na Lua e trazê-lo de volta à terra são e salvo».</p>
<p>Esta nota final do discurso do Presidente John F. Kennedy ao Congresso dos EUA em 25 de Maio de 1961 mobilizou uma nação e os seus recursos para um objectivo bem específico. A nota tem 6 características: é <strong>simples </strong>(vamos levar um homem à Lua), é <strong>surpreendente </strong>(em 1961 este era um desafio inesperado), é <strong>concreta </strong>(o seu sucesso é fácil de avaliar), é <strong>credível </strong>(foi anunciada pelo Presidente dos EUA), é <strong>emocional </strong>(anunciou o envio de um homem e não de uma sonda automática) e é uma boa <strong>história </strong>(todos imaginaram a aventura de ir à Lua).</p>
<p>Porque é que ideias como esta perduram e outras não? É esta a base do livro &#8220;Made to Stick&#8217; (&#8221;Ideias que Vencem&#8221; na versão portuguesa) escrito pelos irmãos Chip e Dan Heath. De acordo com os autores os 6 atributos apontados ao discurso de J. F. Kennedy são comuns às ideias mais duradouras:</p>
<ol>
<li>simplicidade (simplicity) S</li>
<li>surpresa (unexpectedness) U</li>
<li>concreta (concreteness) C</li>
<li>credibilidade (credibility) C</li>
<li>emocional (emotions) E</li>
<li>dar uma boa história (a good story) Ss.</li>
</ol>
<p>O nome destes atributos em Inglês forma a palavra SUCCESs.</p>
<p>A regra da <strong>simplicidade </strong>obriga-nos a escolher o ponto frucral da ideia. Isto porque se tudo é importante, então nada é importante. Uma mensagem eficaz tem de ser reduzida à sua essência e não se pode perder no que é secundário.</p>
<p>A <strong>surpresa </strong>é uma forma de conseguir a atenção das pessoas, mas é necessário estimular a sua curiosidade para as manter atentas. Colocar questões torna as pessoas conscientes das lacunas no seu conhecimento. As ideias que respondem a essas questões têm melhores condições para serem recordadas.</p>
<p>Apesar de muitas vezes ser necessário transmitir conceitos abstractos, a sua <strong>concretização </strong>em exemplos simples tem normalmente maior hipótese de sucesso. Um bom exemplo são os provérbios como o de «mais vale um pássaro na mão do que dois a voar», em que se deixa ao ouvinte o trabalho de encontrar a mensagem abstracta  transmitida pelo exemplo concreto.</p>
<p>A durabilidade de uma ideia está também associada à <strong>credibilidade </strong>do mensageiro ou dos factos que suportam a mensagem. No entanto a utilização de resultados de inquéritos ou estatísticas podem ser difíceis de visualizar. Por exemplo, dizer que a bateria de um leitor de MP3 dura em média 5 horas  é menos eficaz do que anunciar que se pode ouvir música ininterruptamente num voo de Lisboa a Nova Iorque.</p>
<p>Sendo o humanos seres emocionais, o grau de <strong>emoção </strong>da mensagem é um factor importante na sua eficácia. Dado que a racionalidade e a emotividade estão associadas a regiões cerebrais distintas, a sua mistura na mesma mensagem diminui a sua relevância. Por exemplo, a campanha anti-tabágica que a indústria tabaqueira americana foi obrigada a realizar baseava-se na frase: &#8220;Pense. Não fume.&#8221;. A campanha concorrente  em que jovens empilhavam sacos de cadáveres em frente à sede de uma empresa de tabaco teve, compreensivelmente, mais impacto.</p>
<p>Contar uma <strong>história </strong>é uma das formas mais eficazes de transmitir uma ideia, A fábula «A Raposa e as Uvas» continua a ser contada 2500 anos depois da morte de Esopo, e o significado da expressão &#8220;uvas verdes&#8221; é ainda bem compreendido. Qualquer professora sabe que consegue prender  rapidamente a atenção dos alunos, mesmo no meio da explicação de um conceito matemático abstracto, se contar uma história que com ele se relacione. Na mente dos alunos a história e o conceito ficarão ligados de forma duradoura.</p>
<p>O grande obstáculo à concepção de uma mensagem vencedora é a chamada «<strong>Maldição do Conhecimento</strong>». Se se tivesse pedido ao um cientista espacial para anunciar a mensagem do Presidente Kennedy, ele provavelmente diria: «Pensamos que num prazo de 9 anos teremos a capacidade de desenvolver a tecnologia necessária para construir um foguetão com cerca de 3.000 toneladas de peso que consiga atingir à velocidade de 11 km por segundo, a velocidade de escape do planeta Terra, que possa transportar um habitáculo com capacidade de sustentar a vida humana no espaço e um veículo de alunagem com o combustível necessário para regressar à Terra.»</p>
<p><a href="http://www.amazon.co.uk/gp/product/009950569X?ie=UTF8&amp;tag=luicaldeoli-21&amp;linkCode=as2&amp;camp=1634&amp;creative=6738&amp;creativeASIN=009950569X"><img src="http://www.learnius.com/lcoblog/wp-content/uploads/2008/02/21ejfbezgkl_aa_sl160_.jpg" border="0" /></a><img src="http://www.assoc-amazon.co.uk/e/ir?t=luicaldeoli-21&amp;l=as2&amp;o=2&amp;a=009950569X" style="border: medium none  ! important; margin: 0px ! important" border="0" height="1" width="1" /></p>
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		<title>Resoluções</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Feb 2008 09:45:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lco</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[[lang_en]Tricks[/lang_en][lang_pt]Truques[/lang_pt]]]></category>

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		<description><![CDATA[
Sou um adepto das resoluções de Ano Novo. Foi num início de ano que deixei de adicionar açúcar ao café, encontrando novos sabores numa das minhas bebidas favoritas. Noutro início de ano passei a usar a metodologia GTD na organização da minha vida pessoal. Foi também na mudança de 2007 para 2008 que iniciei este [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.learnius.com/lcoblog/wp-content/uploads/2008/02/champagne-cork2.jpg" title="champagne-cork2.jpg"><img src="http://www.learnius.com/lcoblog/wp-content/uploads/2008/02/champagne-cork2.jpg" alt="champagne-cork2.jpg" /></a></p>
<p>Sou um adepto das resoluções de Ano Novo. Foi num início de ano que deixei de adicionar açúcar ao café, encontrando novos sabores numa das minhas bebidas favoritas. Noutro início de ano passei a usar a metodologia GTD na organização da minha vida pessoal. Foi também na mudança de 2007 para 2008 que iniciei este blogue.</p>
<p>Estas resoluções podem ser vistas como oportunidades para alterar ou introduzir novos hábitos que correspondem habitualmente a uma quebra na rotina diária. O período de transição até à interiorização do novo hábito pode ser longo, e é muitas vezes difícil manter a nossa determinação. O Ano Novo é uma boa oportunidade para iniciar esse período, aproveitando a recarga energética e emocional do período natalício e a disposição para a mudança associada à estreia de algo novo. No meu caso, as resoluções de fim de férias funcionam igualmente bem.</p>
<p>Num dos blogues que leio regularmente, Cal Newport estabelece três regras para aumentar o sucesso das resoluções:</p>
<ol>
<li><strong>A resolução deve ser a de passar a seguir um novo sistema e não a de tentar atingir um objectivo</strong>. Por exemplo,  a resolução não deverá ser a de manter vazia a caixa de entrada do correio electrónico, mas a de passar a usar um sistema para tratar o correio: nunca abrir o correio logo no início do dia de trabalho, reservar um período de manhã e outro de tarde para processar todas as mensagens recebidas e aplicar a cada mensagem um dos 5 verbos do sistema &#8220;Inbox Zero&#8221; (apagar/arquivar, delegar, responder, diferir e fazer).</li>
<li><strong>A resolução deve incluir uma política para as excepções</strong>. No exemplo anterior, quando não for possível cumprir uma sessão de tratamento do correio, a sessão seguinte terá de ser alargada. É também conveniente ter um mecanismo de re-inicialização do sistema para os casos mais graves de prevaricação (declarar «<a href="http://www.43folders.com/2006/07/28/email-bankruptcy">a bancarrota de email</a>», por exemplo).</li>
<li><strong>A resolução deve respeitar a regra de três</strong>. Há um número limitado de coisas que conseguimos mudar ao mesmo tempo. Devemos limitar a mudança de hábitos a um máximo de 3 em simultâneo. Só depois de um hábito estar bem interiorizado é que nos podemos comprometer com um nova mudança. Mesmo que demore mais de um ano.</li>
</ol>
</li>
</ol>
<p>Pessoalmente juntaria mais uma regra: <strong>A resolução deve ficar escrita ou ser partilhada com outra pessoa</strong>. Para além de ajudar a manter o compromisso, no ano seguinte podemos saber se vale a pena voltar a ter o trabalho de tomar novas resoluções.</p>
<p><a href="http://calnewport.com/blog/wp-trackback.php?p=106">Link </a></p>
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		<title>O efeito &#8220;slash&#8221;</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Feb 2008 22:57:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lco</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[[lang_en]Books[/lang_en][lang_pt]Livros[/lang_pt]]]></category>

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		<description><![CDATA[
Acabei de ler o livro «One Person/Multiple Careers» de Marci Alboher, uma colaboradora do New York Times. Comprei este livro pois, tal como a autora, conheço cada vez mais pessoas que acumulam várias facetas profissionais diferentes. Para além da tradicional divisão trabalho/vida privada, há agora combinações mais complexas: professor/gestor/investigador/consultor/etc. Este livro chama a isto o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.amazon.co.uk/gp/product/0446696978?ie=UTF8&amp;tag=luicaldeoli-21&amp;linkCode=as2&amp;camp=1634&amp;creative=6738&amp;creativeASIN=0446696978"><img src="http://www.learnius.com/lcoblog/wp-content/uploads/2008/02/21sor0wlzvl_aa_sl160_.jpg" border="0" /></a><img src="http://www.assoc-amazon.co.uk/e/ir?t=luicaldeoli-21&amp;l=as2&amp;o=2&amp;a=0446696978" style="border: medium none  ! important; margin: 0px ! important" border="0" height="1" width="1" /></p>
<p>Acabei de ler o livro «One Person/Multiple Careers» de Marci Alboher, uma colaboradora do New York Times. Comprei este livro pois, tal como a autora, conheço cada vez mais pessoas que acumulam várias facetas profissionais diferentes. Para além da tradicional divisão trabalho/vida privada, há agora combinações mais complexas: professor/gestor/investigador/consultor/etc. Este livro chama a isto o efeito &#8220;slash&#8221; e cada faceta profissional é um &#8220;slash&#8221; diferente.</p>
<p>Esta multiplicidade de facetas não é novidade: já o poeta Fernando Pessoa tinha os seus heterónimos. O que é novo é a sua generalização a um número cada vez maior de profissionais. De acordo com a autora, esta generalização prende-se por um lado com o aumento do espírito empreendedor, mas também por uma necessidade de realização pessoal que ultrapasse os limites impostos pelo emprego tradicional. O efeito &#8220;slash&#8221; pode ser criado por uma tentativa de autonomia financeira, por uma actividade de voluntariado, ou ainda por um hobby ou passatempo que se transforma em algo mais.</p>
<p>Este efeito distingue-se da tradicional mudança de profissão por não implicar um abandono da vocação inicial, mas o seu prolongamento. Os diversos &#8220;slashes&#8221;  desenvolvem-se em paralelo e muitas vezes complementam-se como no caso de escritor / professor / orador / consultor que se podem ligar a qualquer outro tipo de trabalho. O livro trata dos diversos conflitos e das dificuldades a que gestão destas múltiplas personalidades pode conduzir (empregadores, cartões de visita, currículos, gestão do tempo, etc.). A autora entrevistou diversas pessoas que apresenta como exemplos e descreve as soluções por elas adoptadas. Esta forma de vida profissional tem a vantagem de ser mais adaptável a um mundo em permanente mudança em que o mercado de trabalho  se pode alterar radicalmente em poucos meses. Se um dado &#8220;slash&#8221; tiver menos procura, o profissional pode desenvolver uma das outras facetas das suas competências.</p>
<p>Não sendo um livro extraordinário, dá-nos uma possibilidade para o que poderá vir a ser a vida profissional no futuro.</p>
<p id="result_box" dir="ltr">
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		<title>Auto-estima</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Feb 2008 18:55:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lco</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[[lang_en]Travel[/lang_en][lang_pt]Viagens[/lang_pt]]]></category>

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		<description><![CDATA[
Estive recentemente em Sunderland numa reunião de 3 dias no âmbito de um projecto europeu. A cidade de Sunderland fica junto ao mar na costa nordeste de Inglaterra e é atravessada pelo Rio Wear. Foi praticamente destruída pelos bombardeamentos que sofreu durante a Segunda Guerra e foi reconstruida na arquitectura cinzenta característica das cidades industriais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.learnius.com/lcoblog/wp-content/uploads/2008/02/sunderland-seaside.jpg" title="sunderland-seaside.jpg"><img src="http://www.learnius.com/lcoblog/wp-content/uploads/2008/02/sunderland-seaside.jpg" alt="sunderland-seaside.jpg" /></a></p>
<p>Estive recentemente em Sunderland numa reunião de 3 dias no âmbito de um <a href="http://www.e-circus.org">projecto europeu</a>. A cidade de <a href="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;hl=en&amp;geocode=&amp;q=sunderland+uk&amp;ie=UTF8&amp;z=12&amp;iwloc=addr&amp;om=0">Sunderland </a>fica junto ao mar na costa nordeste de Inglaterra e é atravessada pelo Rio Wear. Foi praticamente destruída pelos bombardeamentos que sofreu durante a Segunda Guerra e foi reconstruida na arquitectura cinzenta característica das cidades industriais inglesas do pós-guerra. As indústrias pesadas foram entretanto desaparecendo com o consequente aumento do nível de desemprego que, apesar dos recentes progressos, continua significativamente superior à média de todo o Reino Unido.</p>
<p>Apesar da distância a Lisboa não ser grande (cerca 1900 km ou 1200 milhas) não é possível realizar a viagem em menos de 18 horas, incluindo aviões e aeroportos. Durante este período de tempo tivemos oportunidade de apreciar alguns do múltiplos percalços que se oferecem ao viajante no século XXI. No caminho de ida, o nosso voo de Londres para Newcastle foi cancelado com a consequente perda da mala do meu aluno. No regresso, depois de uma tentativa de aterragem abortada, deparámo-nos com o caos no aeroporto de Heathrow em consequência da avaria de todos os painéis informativos e que durou as três horas que tivemos de aguardar pelo voo para Lisboa. O aeroporto funcionava à moda do apeadeiro de Braço de Prata com o chefe da estação a anunciar os aviões e as respectivas portas de embarque.</p>
<p>O mais marcante desta viagem foi, no entanto, o relato dos meus colegas de Sunderland das sessões de divulgação de trabalhos de investigação da Universidade que realizam aos Sábados para os alunos do ensino secundário. Com o decréscimo da população estudantil, estas actividades são frequentes na maioria das Universidades Europeias. Encontrei em Sunderland inesperadas semelhanças com Portugal na dificuldade em mostrar aos potenciais alunos as vantagens de uma formação universitária. A falta de emprego para recém-licenciados fá-los questionar se vale a pena estudar mais 3 anos para ficar desempregado, mas, mais preocupante do que isso, é baixa auto-estima destes jovens pré-universitários que dizem: «além disso, nós não temos miolos suficientes para ir para a Universidade&#8230;»</p>
<p><a href="http://www.learnius.com/lcoblog/wp-content/uploads/2008/02/sunderland-rainbow.jpg" title="sunderland-rainbow.jpg"><img src="http://www.learnius.com/lcoblog/wp-content/uploads/2008/02/sunderland-rainbow.jpg" alt="sunderland-rainbow.jpg" /></a><a href="http://www.learnius.com/lcoblog/wp-content/uploads/2008/02/sunderland-lighthouse.jpg" title="sunderland-lighthouse.jpg"><img src="http://www.learnius.com/lcoblog/wp-content/uploads/2008/02/sunderland-lighthouse.jpg" alt="sunderland-lighthouse.jpg" /></a></p>
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