Another Engineering Competition organized by the IST group of the Board of European Students of Technology (BEST, http://best.ist.utl.pt/). This time the task was to build a device capable of starting from rest in a given horizontal surface and traveling along that surface and down a given inclined plane, using the energy provided by the materials given by the organization, in the MAXIMUM possible time. The teams could use an external electric fan to provide wind power to the device while in the horizontal surface. My job was very easy since there was a clear winning device. It could have been designed by Leonardo Da Vinci: the rotating wind mills on both ends were used to power the device in the horizontal surface and to slow it down in the inclined plane. (http://best.ist.utl.pt/lisbec).>
The competition rules: team_design_doc-1.pdf
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Mário Laginha de novo no Técnico, desta vez com o seu trio
Depois do espectáculo a solo, Mário Laginha regressa ao Técnico com Bernado Moreira (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria). Concerto basedo no último disco, Mongrel (mestiço, rafeiro), onde Mário Laginha apresenta peças de Chopin "arraçadas" de Jazz. Juntou também algumas obras de discos anteriores entre as quais Fado que há três dias tinha tocado sozinho.
Mário Laginha Piano Solo no Técnico
Phonetic Arts acquired by Google
Phonetic Arts was created in 2006 by Paul Taylor and produced tools to use speech synthesis technologies in computer games (http://www.phonetic-arts.com)
On my way to Brussels…
Form and function in language
Assinatura do Protocolo entre o MAI, o IST e a AIP
Esta semana ficou marcada pela conclusão da primeira fase do trabalho de uma equipa, onde representei o IST, para a elaboração de um protocolo entre o Ministério da Administração Interna (MAI), o IST e a Associação Industrial Portuguesa (AIP). Este protocolo visa as tecnologias para a área da segurança interna.
A cerimónia de assinatura decorreu no dia 7 de Abril no IST e foi complementada com a apresentação de alguns demonstradores desenvolvidos por investigadores ligados ao IST. Entre outros, apresentou-se o robô de busca e salvamento RAPOSA™, um sistema de aquisição de dados biométricos que podem ser usados na formação de polícias medindo a sua resposta em situações de tensão, o sistema de vigilância florestal CICLOPE e um quadrotor autónomo que pode transportar câmaras de vigilância.
O sistema de medição do nível de ansiedade foi testado no Ministro da Administração que não reagiu quando lhe perguntaram questões sobre o IRS, mas o indicador começou a subir na pergunta de quanto era 8 vezes 7. No discurso comentou que deverá ainda haver alguma suspeita no IST em relação aos licenciados em direito pois só assim compreende terem-no ligado a um polígrafo e perguntado quanto era 8 vezes 7.
A Aventura da Terra
Depois de uma viagem a Turim logo seguida de outra a Londres sem tempo para mais nada para além do trabalho, aproveitei o fim de semana em Lisboa para visitar a exposição A Aventura da Terra que está desde Novembro no Museu de História Natural. Nesta exposição acompanhamos a evolução da terra ao longo de 4.600 milhões de anos através de um friso cronológico. Entre outros materiais destacam-se seis enormes globos terrestres representando os diversos períodos da evolução da Terra.
Estou habituado a ver representações de histórias geológicas com frisos temporais logarítmicos em que os tempos mais remotos se apresentam mais comprimidos relativamente aos acontecimentos mais recentes. A surpresa neste caso é a utilização de uma escala de tempo linear em que cada metro da exposição representa 50 milhões de anos: o friso cronológico prolonga-se por uma sala com o comprimento de 100 metros… a não perder.
Florença de Novo
Mais uma conferência Maveba organizada pela Claudia Manfredi coincidente com uma reunião do projecto COST 2103. Esta foi a edição comemorativa do 10º aniversário deste encontro bianual dedicado à voz e que reúne médicos e engenheiros. As minhas actuais ocupações deixam-me pouco tempo para passear nas cidades a que me desloco em trabalho e Florença não foi excepção. Felizmente, e tal como nas edições anteriores, a Claudia organizou visitas privadas ao final do dia a alguns dos monumentos da cidade. Este ano foi o Palazzo Davanzati, onde se realizou a recepção aos participantes, e o Palazzo Pitti onde decorreu o jantar de gala. Na quarta-feira consegui vaguear algumas horas no labirinto do centro histórico, passando junto ao rio Arno numa bela manhã de sol. Atravessei a Ponte Vecchio e comprei mais umas luvas Madova, o que se está a tornar uma tradição. O sol, já quase de inverno, possibilitou umas fotografias interessantes das pontes do Arno e da Cattedrale di Santa Maria del Fiore, cujo exterior contínua em obras de restauro. As fotografias podem ser vistas com maior resolução no album picasa.
Ponte alla Carraia
Ponte Santa Trinita
Ponte Vecchio
Ponte alle Grazie
Evolução & «lap dancers»
Li há uns tempos na revista Time um artigo sobre a ciência do romance que referia um conjunto de resultados científicos que procuram explicar os ritos do acasalamento na espécie humana. O artigo fazia referência a um trabalho científico publicado na revista «Evolution and Human Behavior» que resolvi agora procurar. Felizmente este trabalho, incluido na edição de Novembro de 2007, pode ser consultado gratuitamente.
É um trabalho fascinante. Os investigadores da Universidade do Novo México propuseram-se registar as gorjetas recebidas por dançarinas de «lap dancing» ao longo dos dias do seu ciclo menstrual. Como os autores assumem que os académicos estão pouco familiarizados com a sub-cultura dos clubes nocturnos para homens, começam por descrever o funcionamento dessas casas e a forma como as dançarinas aliciam os clientes a despenderem as gorjetas normalizadas de 10 dólares por uma «lap dance» na sala principal ou de 20 dólares no conforto da sala VIP.
Para este estudo foram recrutadas 18 dançarinas durante 60 dias, cobrindo um total de cerca de 5300 danças, em 296 turnos de trabalho diário com uma média de 5 horas. O ciclo hormonal da mulher foi dividido em 3 fases: a menstrual (dias 1 a 5), a fértil (dias 9 a 15) e a luteal (dias 18 a 28). Os resultados mostram que as dançarinas que não tomavam a pílula receberam em média 335 dólares por turno na fase fértil, 260 na fase luteal e 180 na menstrual. Nas dançarinas que tomavam a pílula não foi observada diferença significativa entre os rendimentos na fase fértil e na fase luteal. Estes resultados contrariam a visão de que o cio humano terá evoluído no sentido de se ter perdido ou escondido dos parceiros masculinos em consequência da organização social monogâmica que caracteriza a nossa espécie. Além disso, os resultados são particularmente relevantes por se basearem no valor económico atribuído pelos clientes das dançarinas.
Para além das diversas questões levantadas no artigo, colocou-se-me uma adicional: como é que se justificam as despesas de um estudo destes junto da entidade financiadora? Estou a imaginar a estupefacção dos auditores da Fundação para a Ciência e Tecnologia ao analisar a elegibilidade dos recibos dos pagamentos às dançarinas das casas de diversão nocturna. De qualquer forma uma coisa parece-me certa: não haveria dificuldade em encontrar bolseiros de investigação para trabalhar no projecto.




